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terça-feira, 13 de março de 2018

6 dicas para uma Páscoa mais saudável

Ainda agora acabaram as tentações gastronómicas do Natal e já começaram as da Páscoa!!! Assim fica difícil cumprir com as resoluções de ano novo de emagrecer em 2018 ou a típica operação bikini 2018 😀

E se é difícil para os adultos, imagine para as crianças!

Coelhos de chocolate, ovos de chocolate, amêndoas de todos os tipos, folares… a quantidade de açúcar ingerida pela maioria das crianças nesta altura do ano não é DE TODO aconselhável.


Deixo então algumas sugestões para que a Páscoa dos mais pequenos seja mais saudável:
  • não ofereça ovos ou coelhos de chocolate grandes, escolha os mais pequenos e embalados individualmente;
  • esconda os chocolates e vá oferecendo à criança gradualmente;
  • procure chocolates com uma maior percentagem de cacau, sendo o chocolate branco a pior escolha;
  • esqueça os chocolates “sem açúcar”; o açúcar é retirado mas a quantidade de gordura é maior;
  • as amêndoas propriamente ditas são muito saudáveis, o problema é a cobertura; apresente à criança as amêndoas sem qualquer cobertura doce, com pele ou laminadas;
  • os ovos mais saudáveis de todos são… os verdadeiros😀 Coza alguns ovos (galinha, codorniz, pata), agarrem em pincéis e tintas e pintem os ovos em conjunto! Depois escondam os ovos e façam uma caça ao tesouro! Assim sempre queimam calorias em vez de só as ingerir😉
Feliz e saudável Páscoa para todos!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Panquecas de aveia

Há imensas receitas de panquecas de aveia e são todas uma delícia. Esta foi uma das que experimentei recentemente e que a pequena Francisca adorou:

- ovos
- leite
- farinha de aveia
- canela
- mel





Fui misturando os ingredientes "a olho" para ficar com a consistência que queria. Mais simples impossível ;) 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Os bebés precisam tanto disto!

Deixe que o seu bebé coma com as mãos.

Deixe que o seu bebé brinque com a comida.

Estimule o seu bebé (meninos incluídos!!!!) a ajudar na cozinha.

Explore com o seu bebé hortas e quintas.

Os bebés não precisam simplesmente comer... precisam sentir texturas, cheiros, temperaturas, precisam aprender a gostar de cozinhar desde pequenos (com actividades apropriadas a cada idade, claro!), precisam saber que a comida não nasce no supermercado!

  

  

domingo, 23 de outubro de 2016

Nutrição infantil

Nutricionista mas não ortoréctica.
É assim que me defino há muitos anos como profissional e também como pessoa, pois sempre fui contra qualquer tipo de fundamentalismo ou extremismo.
A ortorexia é um novo tipo de distúrbio do comportamento alimentar que consiste numa obsessão por comida saudável, o que leva a grandes restrições na alimentação. As pessoas que sofrem deste distúrbio, classificam muitos alimentos como “impuros” quer seja pelo seu valor calórico, pelo teor de gorduras ou sal, pela presença de pesticidas etc. Como não se permitem comer nada destes alimentos considerados impuros, começam a viver em função da sua dieta, planeando sempre as refeições com dias de antecedência, evitando refeições fora de casa e apontando o dedo a todas as pessoas que não praticam o mesmo tipo de alimentação, com consequências graves nas suas relações sociais e profissionais.
Estão a perguntar-se porque estou eu a falar de ortorexia, quando o tema é nutrição infantil???
O motivo é simples: há cada vez mais pais com um comportamento obsessivo em relação à alimentação dos seus rebentos. Vemos cada vez mais uma autêntica brigada anti leite artificial, anti papas industrializadas, anti boiões de fruta. Vemos pais que compram exclusivamente produtos biológicos para os seus filhos. Vemos pais que nunca usam o microondas para a comida dos mais pequenos. Vemos pais que têm carta branca do médico para que o bebé comece a comer o mesmo que toda a família, mas continuam a cozinhar em exclusivo para o bebé.
No outro extremo, temos os pais que permitem que os seus filhos comam doces diariamente desde tenra idade, que usam os refrigerantes como bebida de eleição, que levam os filhos a restaurantes de fast food com frequência, que não insistem com a criança para que esta coma sopa ou fruta ou brócolos só para não enfrentarem uma birra.

Que tipo de mãe eu quero ser? Nenhuma destas!
Quero que a Francisca continue a gostar de sopa e de fruta.
Quero que a Francisca coma peixe e brócolos e todo o tipo de legumes.
Quero que a Francisca goste de experimentar novos alimentos.
Quero que a Francisca não me faça birras porque quer comer ovos com salsichas todos os dias.
Mas também quero que a Francisca continue a gostar de pão e de bolacha maria, que se lambuze quando come cerelac e que coma uma grande fatia de bolo nas festinhas de anos dos amiguinhos!!!
Ser mãe é viver sempre cheia de dúvidas, mas no que toca à alimentação temos mesmo que simplificar: equilíbrio, moderação, nem sempre nem nunca!

E, acima de tudo, DAR O EXEMPLO pois de que adianta obrigá-los a comer sopa quando os papás não a comem?
Post originalmente escrito para o blog Sweet Caos.

sábado, 22 de outubro de 2016

Alimentos para sobreviver ao Inverno :)

No Inverno, a alimentação de crianças e adultos pode sofrer grandes alterações: a fruta e as saladas tornam-se menos apetecíveis com o frio, é mais difícil beber a quantidade diária de água recomendada, os iogurtes são muitas vezes substituídos por leite com chocolate…
Estas alterações podem levar a uma diminuição significativa da ingestão de vitaminas e minerais, diminuindo as defesas do nosso organismo e tornando-o mais susceptível a determinadas doenças, nomeadamente gripes e constipações.
Para contrariar esta tendência e aumentar a ingestão de nutrientes, podemos utilizar alguns truques:
– sopa de legumes: rica em vitaminas e minerais, água e muita fibra. Comecem sempre as refeições com um prato de sopa de legumes. Se a criança não gostar de sopa, ofereçam sempre legumes cozidos ou salteados no prato.

– leite quente com cevada ou canela: em vez de utilizar o típico chocolate em pó para dar um sabor diferente ao leite, porque não apostar na cevada (ou misturas de cereais sem café) ou na canela?
– infusões quentes: para aumentar a ingestão diária de água, utilizem os chás quentes. Os adultos saudáveis podem beber qualquer tipo de chá ou infusão, as crianças devem evitar os chás (preto, verde, branco) e optar por infusões tipo camomila ou cidreira.

Para a prevenção de gripes e constipações, além da ingestão adequada de todos os nutrientes, devemos ter especial atenção com a vitamina C. Esta vitamina é um poderoso antioxidante e ajuda a fortalecer o sistema imunitário. As principais fontes de vitamina C são: citrinos, kiwis, bróculos, couves de bruxelas, salsa, morangos, tomates e acerola.
alho é também um alimento muito importante no Inverno pois tem propriedades antivíricas, bactericidas e anti-sépticas, sendo considerado como um “antibiótico natural”.

Para além dos alimentos, as plantas medicinais também nos podem ajudar a passar o Inverno sem gripes. A Equinácea é a planta mais utilizada para este efeito pois estimula o sistema imunitário.
Post originalmente escrito para o blog Sweet Caos.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Adoçar sem açúcar

Os nossos bebés já nascem a saber distinguir o doce e o amargo, com clara preferência pelo doce, algo perfeitamente natural tendo em conta que o leite materno é bem docinho.🙂
E aqui está a principal diferença que vos quero falar hoje – uma coisa é o leite (seja o materno ou o de vaca) ser naturalmente doce, outra coisa é adicionarmos açúcar a tudo o que ingerimos!
Assim sendo, a melhor forma de adoçar a boca dos nossos bebés é usando alimentos naturalmente doces mas muito saudáveis.
Sabem do que estou a falar, certo?
Isso mesmo: FRUTA!!!


Adicionar fruta aos iogurtes naturais, às papas caseiras, às saladas e até às sopas, é a melhor forma de adoçar a alimentação diária do seu bebé.
Após os 12 meses (dependendo da opinião médica poderá ser mais tarde), MEL, CANELA e farinha de ALFARROBA também podem ser usados para dar sabor a diversas refeições, sem usar açúcar.
Para os dias especiais em que há bolos e outras doçarias, a STEVIA pode ser usada como substituto do açúcar.
A stevia é uma planta com um sabor muito doce que pode ser usada fresca ou seca e já se encontra facilmente à venda nos hipermercados.
Atenção que os adoçantes/edulcorantes não são aconselhados para crianças!
Deixo uma sugestão para um lanchinho dos mais pequenos, e graúdos também, que eu faço sempre a mais para lanchar com a filhota 😉
– 1 iogurte natural ou de aromas
– 2 colheres de sopa de flocos de aveia
– 1 banana esmagada ou partida aos bocados
– 1 colher de sobremesa de sementes de chia
Misturar tudo e saborear 🙂
Post originalmente escrito para o blog Sweet Caos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Overnight oats


No post de ontem, referi os overnight oats.
Cá por casa são uma opção frequente para pequenos-almoços e lanches, incluindo os da pequena Francisca.

Receita dos overnight oats da imagem:
- iogurte natural
- flocos de aveia
- compota de framboesa caseira
Misturar tudo e colocar no frio durante a noite para consumir no dia seguinte.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Devemos obrigar as crianças a comer?

A resposta é: Não, não e não!!!
O resto do artigo é só mesmo para explicar esta minha posição porque a resposta já está dada! 🙂
Hoje em dia, a maioria das pessoas já não associa “gordura a formosura” mas isso parece só se aplicar a partir dos 3-4 anos de idade!
Enquanto bebés, a velha lei do “quanto mais gordinho melhor” ainda rege muitas cabeças.
O peso do bebé sempre a aumentar em grande escala é, na cabeça de muitos pais, o melhor indicador de que está tudo bem.
Como é óbvio, existem muitos outros parâmetros para avaliar a saúde e o desenvolvimento do bebé, por isso devemos relaxar um pouco em relação ao peso!

Esta preocupação começa logo nos primeiros meses.
No caso dos bebés amamentados, qualquer aumento de peso abaixo da média é logo motivo para introdução do leite artificial, o que é totalmente injustificado na maioria dos casos.
No caso dos bebés a leite artificial, há uma enorme pressão por parte das mães para que os bebés tomem as medidas de leite aconselhadas na embalagem.
Ora se os bebés são todos diferentes, se passam por picos de crescimento e por fases de crescimento mais lento, porque devem eles ter o mesmo apetite todos os dias a todas as refeições???
Se o bebé não quer mais leite, não vale a pena insistir. Bebe apenas o que quer e, caso tenha fome antes das habituais 3 horas, é alimentado mais cedo sem qualquer problema!
A fase de introdução de novos alimentos é novamente motivo de preocupação por parte dos pais e leva muitas vezes ao acto de obrigar o bebé a comer, por isso deixo alguns alertas:
– é normal que o bebé ainda não esteja fisiologicamente preparado para iniciar a alimentação com a colher, logo não se deve forçar e deve-se respeitar o ritmo do bebé;
– é normal que o bebé coma quantidades muito reduzidas de sopa ou papas numa fase inicial, não vale a pena forçar e não há qualquer problema em complementar a refeição com leite pois este continua a ser o principal alimento do bebé até aos 12 meses;
– é normal que o bebé estranhe novos sabores, com o tempo e com o acto de provar várias vezes o mesmo alimento ele irá aceitar sem ser forçado;
– é normal que o bebé queira brincar com a comida e que desperdice grande parte da refeição para o chão mas esse processo é essencial para a aprendizagem e para uma boa relação com a comida.
Por volta dos 12 meses, o bebé entra na fase da chamada anorexia fisiológica do 2º ano de vida, ou seja, o bebé terá naturalmente menos apetite do que no seu primeiro ano!
É fundamental respeitar este apetite diminuído e não obrigar a criança a comer mais do que aquilo que lhe apetece.
Além de terem menos apetite, os bebés tornam-se mais selectivos em relação à comida pois já sabem bem o que gostam e o que não gostam! É nesta fase que surje com frequência a rejeição de certos alimentos como legumes, carne ou peixe e é nesta fase que os pais voltam a obrigar o bebé a comer!!!
Este obrigar pode ser forçar a entrada de comida, o que leva muitas vezes ao choro compulsivo e ao vómito…
Este obrigar pode ser a típica chantagem emocional “se não comeres a sopa toda não gosto de ti”…
Este obrigar pode ser o típico suborno “se comeres o peixe, comes gelado de sobremesa”…
Este obrigar pode ser a típica ameaça “não sais da mesa enquanto não comeres os brócolos”…
Agora pensemos: é este tipo de relação com a comida que queremos que o nosso bebé tenha???
Queremos que os nossos filhos associem a hora da refeição a um drama???
Queremos que os nossos filhos associem a comida a recompensas ou ameaças???
Não será esta má relação com a comida um dos pilares da grande epidemia chamada obesidade???
Os meus conselhos enquanto nutricionista e enquanto mãe:
– ofereçam sempre comida saudável, eles vão acabar por experimentar e comer sem serem obrigados a isso;
– não obriguem a comer mas nunca troquem a comida saudável por petiscos carregados de açúcar;
– façam as refeições em família e deixem que o bebé maior de 12 meses coma exactamente o mesmo que os papás, com as devidas adaptações;
– sejam um exemplo para os vossos filhos pois eles são esponjas que actuam por imitação🙂
Boas e saudáveis refeições para todos!!!
Este artigo foi escrito originalmente para o blog Sweet Caos.

sábado, 24 de setembro de 2016

Alimentação simples #3


Deixo-vos mais um exemplo de uma mini refeição, muito simples, saudável e rápida!!!

Creme de legumes
Arroz de ervilhas
Atum ao natural
Brócolos, alho francês e cenoura ao vapor
Uvas

É uma refeição equilibrada tanto para pequenas barriguinhas como para adultos, adaptando apenas as quantidades, pois a partir dos 12 meses os bebés devem comer o mesmo que os pais :) 


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Alimentação "simples" #2


Aqui vai mais um exemplo de como o simples é saudável: esparguete cozida, salmão grelhado e alface! Antes do prato uma sopa de agrião e como sobremesa uma nectarina.

Foto do mini prato da bebé Francisca :)

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Alimentação "simples"


No que toca a alimentação, vemos com frequência receitas muito complicadas, com ingredientes difíceis de encontrar e bastante caros, associadas a uma alimentação saudável. No entanto, com a correria do dia-a-dia, simplificar deve ser a palavra-chave! E isso não significa que seja menos saudável, muito pelo contrário ;)

Depois de uma sopa de legumes, arroz de feijão preto, bife de peru grelhado e cenoura em palitos. Uma ameixa como sobremesa e está a refeição completa para toda a família! Rápido e, acima de tudo, simples!!!

A foto é do mini prato da bebé Francisca :)

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Genética vs estilo de vida

Sabem aquelas situações em que vemos uma família inteira com excesso de peso e pensamos que a genética é tramada?!
Sim, é verdade que a genética tem um papel importantíssimo na obesidade, mas o estilo de vida familiar não lhe fica nada atrás!!!

A Sandra Gaspar é co-autora do blog Sweet Caos. É uma mãe com excesso de peso e isso faz com que tenha uma preocupação especial com a alimentação do seu filhote, sem cair em extremos que não são nada saudáveis.



"Vou começar por dizer que o meu filho come batatas fritas, queques e adora pizza. Desculpa Sandra Almeida,  mas esta é a verdade.

O Sebastião tem 25 meses e é um miúdo super-saudável. Não tem nem nunca teve excesso de peso. Contudo, eu tenho. É impossível não me preocupar com a sua alimentação.  É importante para mim que ele tenha bons hábitos alimentares. Sei que existem muitas mães que levam ao extremo a alimentação saudável, eu não sou uma delas. Eu sou apenas uma mãe gordinha que tenta ter cuidados que sei vão beneficiar o meu filho no futuro.
Assim que fiquei grávida, optámos por mudar alguns dos hábitos que tínhamos em casa, pois sabíamos logo à partida que as crianças funcionam muito por imitação.

Os Sumos

A primeira coisa que foi abolida foram os sumos e refrigerantes.  Era habitual acompanharmos as refeições com sumos e agora acompanhamos sempre as refeições com água. Esporadicamente, normalmente ao fim-de-semana, bebemos um refrigerante. Quando o fazemos temos algum cuidado e evitamos que ele se aperceba o que estamos a beber. Isto é realmente uma coisa que acho essencial evitar. Ele bebe muita água e ocasionalmente sumo de laranja natural.

As Papas

Quando introduzimos a papa na alimentação, comecei por iniciar uma papa, que embora não seja vendida em supermercados e contenha menos nível de açúcar, era processada. Não me parecia lógica esta opção, embora muito mais prática. Tanta persistência para conhecer os sabores dos legumes na sopa e da fruta, para depois estragar tudo com uma papa cheia de açúcar. Depois de pesquisar alguma informação, optei por fazer papas caseiras só com cereal e fruta. Ele adorou. Sempre dei apenas uma única papa por dia. Assim que ele começou a mastigar mais facilmente, a papa passou para o período da manhã. Chegou uma altura em que ele a recusou e optámos simplesmente por não dar. Ele hoje não come nenhuma papa. Os pequenos-almoços e lanches variam entre fruta, iogurte, pão, panquecas e outras coisas que vamos inventando ou descobrindo.

As Bolachas e os Doces

As bolachas são um óptimo snack para o lanche ou mesmo entre as refeições. Tento ter sempre caseiras, feitas sem açúcar e usando fruta para adoçar.  Se não houver feitas ele come bolachas simples de compra, sem drama.
Mais saudáveis que as bolachas de compra e que o miúdo adora são as tostas finas e gressinos. Passaram a estar sempre na lista de compras lá de casa. São óptimos para levar para qualquer lado também. Convém é dar uma vista de olhos nos ingredientes e verificar a quantidade de sal.
Se ele adora coisas doces? Sim. Aprendemos que o melhor truque é, simplesmente, não ter uma série de coisas em casa. Se o proibimos de provar e experimentar? Não, nunca.

Os Iogurtes

Quando introduzimos o iogurte, a pediatra aconselhou-nos a optar pelo iogurte natural sem açúcar. Foi o que fizemos e nunca mais alterámos. O iogurte é uma opção óptima na alimentação que deixa de ser assim tão óptima quando olhamos para os ingredientes. Os primeiros iogurtes e os iogurtes de aromas, polpa e pedaços estão cheios de açúcar. Para um lanche mais reforçado e mais doce misturamos fruta e fica óptimo. Ele é fã dos iogurtes naturais e eu fico contente que ele recuse todos os outros com aromas artificiais.

Os Legumes

Somos fãs de legumes lá em casa. Acompanhamos todas as refeições com salada e tentamos ter sempre legumes, sejam salteados, cozidos ou misturados com carne o peixe. Também optámos por ter dias com refeições totalmente vegetarianas onde as leguminosas acabam por ser o prato principal. A sopa é essencial e faço sempre questão que ele a coma ao almoço e ao jantar. Pode não querer comer mais nada mas a sopa ‘marcha’ sempre.

Estes são alguns dos cuidados que temos com a alimentação do miúdo. Gostamos desta ideia de equilíbrio, de poder experimentar mas não darmos habitualmente. De ele ter o máximo de dias com alimentação ‘controlada’ para termos dias para comermos gelados e queques. Há muitas maneiras de fazer as coisas. Esta tem resultado connosco."

Muito obrigada Sandra por esta partilha :) 

O que pensam vocês? Acham que um estilo de vida saudável desde a infância consegue vencer a influência dos genes? 

segunda-feira, 14 de março de 2016

Dicas para uma Páscoa mais saudável


Este ano a Páscoa é mais cedo que o habitual, ou seja, as tentações gastronómicas do Natal ainda agora acabaram e já começaram as da Páscoa!!!
Se os adultos têm dificuldade em resistir aos excessos nestas épocas festivas, imagine as crianças… Coelhos de chocolate, ovos de chocolate, amêndoas de todos os tipos, folares… a quantidade de açúcar ingerida pela maioria das crianças nesta altura do ano não é DE TODO aconselhável.

Deixo então algumas sugestões para que a Páscoa dos mais pequenos seja mais saudável:
  • não ofereça ovos ou coelhos de chocolate grandes, escolha os mais pequenos e embalados individualmente;
  • esconda os chocolates e vá oferecendo à criança gradualmente;
  • procure chocolates com uma maior percentagem de cacau, sendo o chocolate branco a pior escolha;
  • esqueça os chocolates “sem açúcar”; o açúcar é retirado mas a quantidade de gordura é maior;
  • as amêndoas propriamente ditas são muito saudáveis, o problema é a cobertura; apresente à criança as amêndoas sem qualquer cobertura doce, com pele ou laminadas;
  • os ovos mais saudáveis de todos são… os verdadeiros!!! Coza alguns ovos (galinha, codorniz, pata), agarrem em pincéis e tintas e pintem os ovos em conjunto! Depois escondam os ovos e façam uma caça ao tesouro! Assim sempre queimam calorias em vez de só as ingerir ;)
Feliz e saudável Páscoa para todos!
Este artigo foi escrito originalmente para o Blog Sweet Caos

domingo, 14 de fevereiro de 2016

O pequeno-almoço dos mais pequenos

Quer variar o pequeno-almoço dos mais pequenos mas faltam-lhe ideias? Deixo algumas sugestões :)

Julgo ser desnecessário dizer que é fundamental que as crianças tomem o pequeno-almoço antes de sair de casa, pois isso já todos sabem, certo? ;)

1. Pão de centeio ou mistura com queijo e um copo de leite
2. Iogurte misturado com fruta a gosto e bolacha maria esmagada
3. Leite com cereais tipo granola
4. Iogurte com flocos de aveia
5. Papa de aveia com canela
6. Papa de farinha de milho com fruta
7. Batido de fruta com leite ou iogurte e sementes variadas
8. Panquecas de aveia e banana
pequeno-almoco-fold.jpg

O pequeno-almoço, sempre que possível, deve ser tomado em família. Podem optar por alimentos mais rápidos para o dia-a-dia e preparar pequenos-almoços especiais aos fins-de-semana, sem pressas e incluindo os miúdos na preparação!

Estas sugestões aplicam-se a todas as crianças com mais de 12 meses, desde que se respeite sempre a regra de introdução de novos alimentos de 3/3 dias.
Para bebés com menos de 12 meses, é necessário adaptar ao plano alimentar de cada bebé indicado pelo pediatra ou médico de família.

Querem deixar alguma sugestão para juntar a esta lista? :)

sábado, 13 de fevereiro de 2016

O polémico leite de vaca!


Já toda a gente sabe que isto da Nutrição depende muito das modas!


Temos as dietas da moda que prometem milagres e corpinhos de Verão em pouco tempo, temos a moda dos superalimentos que prometem fazer maravilhas pela nossa saúde e curar qualquer doença, e temos, claro, a moda dos alimentos maus, maléficos, terríveis, autênticos demónios que são os culpados por tudo o que de mal nos acontece!!!
Neste último grupo temos, por exemplo, os demoníacos pão e ovo e, claro, o leite de vaca.

leite-copo.jpg

Como já devem ter percebido pelo tom sarcástico, eu não sou nada fã destas modas e defendo sempre que cada caso é um caso.
É claro que quem tem intolerância à lactose não deve beber leite de vaca.
É claro que quem tem alergia às proteínas do leite de vaca não deve beber leite de vaca.
É claro que o leite de vaca pode estar contaminado com hormonas e antibióticos, mas tudo aquilo que comemos também pode estar contaminado (o peixe com mercúrio, os legumes e as frutas com pesticidas, etc).
É claro que o leite de vaca é um alimento e, como todos os outros, é prejudicial quando consumido em excesso.

Tendo em conta tudo isto, não tenha receio de dar leite de vaca ao seu bebé nas seguintes condições:

− o leite de vaca nunca deve ser introduzido antes dos 12 meses!


− enquanto amamentar, não é necessário dar leite ou derivados.


− após os 12 meses, 3 porções de leite e derivados são a dose aconselhada para crianças e adolescentes. Uma dose corresponde a uma chávena de leite (250 ml) ou um iogurte líquido ou 1,5 iogurtes sólidos ou 2 fatias finas de queijo ou ¼ de queijo fresco (50g) ou ½ requeijão (100g).


− leite e derivados não devem ser consumidos em substituição do almoço ou jantar nem devem ser incluídos nessas refeições.

Se não pode ou não quer dar leite de vaca ao seu bebé, saiba que é perfeitamente possível ter todos os nutrientes que o leite fornece através de outros alimentos, nomeadamente através de carne, peixe, ovos, vegetais de folha escura, tofu ou linhaça.

Resumindo, para a grande maioria das crianças o leite de vaca tem muitos benefícios e deve fazer parte da sua alimentação diária. No entanto, não devem ser ultrapassadas as 3 porções diárias entre leite e todos os seus derivados.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Como escolher iogurtes para as crianças?


Os iogurtes que damos às nossas crianças geram sempre algumas dúvidas. Aqui vai a minha opinião sobre o assunto!

Assim que o médico de família ou o pediatra permitem a introdução do iogurte (há diversas opiniões mas a maioria considera 8/9 meses a melhor idade), este pode passar a fazer parte da alimentação diária do bebé.

iogurte-caseiro3.jpg
Imagem: https://papinhagourmet.files.wordpress.com/2011/08/iogurte-caseiro3.jpg 

Mas qual a melhor escolha?
Os iogurtes naturais não açúcarados são, sem qualquer dúvida, a melhor opção do ponto de vista nutricional. São feitos apenas de leite e fermentos lácteos, não tendo açúcares adicionados nem aditivos.
Como o sabor pode ser um entrave à escolha destes iogurtes, podemos adicionar fruta fresca para adoçar de forma saudável e equilibrada o iogurte natural.
 Os iogurtes próprios para bebés podem ser introduzidos mais cedo pois são feitos com leite adaptado, no entanto, são mais doces e podem dificultar a passagem para os iogurtes naturais. Na minha opinião, só devem ser usados caso exista alguma vantagem em introduzir o iogurte antes dos 8 meses.
Os iogurtes de aromas podem ser usados após os 12 meses mas os naturais continuam a ser a opção preferível.
Os suissinhos, danoninhos e outros semelhantes são frequentemente confundidos com iogurtes mas são queijos frescos, logo a sua composição nutricional é diferente e não devem ser usados diariamente.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Juntar legumes da mesma cor na sopa faz mal?

A cor dos legumes está muito relacionada com a sua composição nutricional.
Por exemplo:
− alimentos de cor roxa (beringela, couve roxa) são ricos em antocianinas
− alimentos de cor vermelha (tomate, beterraba) são ricos em licopeno
− alimentos de cor amarela/laranja (abóbora, cenoura, batata doce) são ricos em carotenóides

Se juntarmos legumes da mesma cor numa sopa, estamos a potenciar o seu teor em determinado nutriente. Este é um assunto muito falado aquando da introdução das sopas na alimentação dos bebés, sendo recomendado por muitos pediatras que não se junte cenoura e abóbora na mesma sopa. Se à cenoura e abóbora ainda juntarmos a batata doce, muito usada para adocicar a sopa dos bebés, teremos uma sopa extremamente rica em carotenóides.
sopa-legumes.jpg


Efectivamente, a ingestão prolongada de alimentos muito ricos em carotenóides (como sopas contendo abóbora, cenoura e batata doce) podem aumentar os níveis de betacaroteno no organismo dos bebés.

Se isso é prejudicial? Não!
 Aquilo que acontece é que o bebé fica com um tom de pele mais amarelado pela acumulação do betacaroteno, mas isso não está minimamente relacionado com icterícia nem é prejudicial ao bebé.
 Ou seja, juntar legumes da mesma cor na sopa, incluindo a famosa junção cenoura e abóbora, não é nocivo para o bebé. Caso o bebé comece a ficar mais amarelado, pode diminuir esse tipo de alimentos no plano diário do bebé, mas sempre tendo noção que é uma questão meramente estética e não de saúde.

No entanto, deixo a ressalva: a diversidade é a grande base de uma alimentação saudável, logo variar os legumes que colocamos na sopa ou no prato dos pequenotes é fundamental!